Blablogueira!

Nesta página, serão disponibilizados os mais variados artigos dos mais diversos temas, tanto de autoria deste humilde escriba e arauto do vento, como de terceiros. Enjoy!


Vida longa ao Rock n' Roll!


    É inquestionável, para os fãs de um bom e velho rock n’ roll, o prazer que se sente ao se ouvir bandas clássicas como Led Zeppelin, Van Halen ou mesmo os famigerados Beatles. Do mesmo modo, é demasiado prazeroso se constatar que, muitas bandas que surgiram na alvorada do rock ainda continuam na ativa, como os mestres do Iron Maiden ou os “caipirões” do Lynyrd Skynyrd. Todavia, se há algo que me deleita mais do que qualquer outro fator supracitado é ver bandas contemporâneas tocarem um som tão jurássico que, a sensação que se obtém no momento, é a de que elas embarcaram em alguma bolha temporal e foram trasnportadas para nosso período; período esse que, infelizmente encontra-se tão carente de guitarradas e vocais agudos decentes. É bem verdade que, mesmo com os subgêneros massificados do rock que brotam como minhocas do esterco hodiamente, há alguns estilos (ou sub estilos) consideráveis; como o power metal, symphonic power metal, folk metal e outros – que, apesar de sua inegável qualidade, correm o risco de caírem no lugar comum ao qual algumas bandas não escapam.
   Ao que parece, pela graça do Bom DEUS, ainda há sensatez de sobra dentro do denso universo do rock. Bandas da atualidade - tanto nacionais como internacionais - estão inovando ao serem antiquadas. Paradoxal, né? Mas, é isso mesmo! Inovam, ao tempo em que optam por seguirem um viés musical ligado aos saudosistas mestres do blues, southern, hardrock e metal. Eles bem que poderiam ser "só mais uma banda de power metal" (nada contra o estilo, do qual sou fã, ressalto. Todavia, o gênero está ficando saturado e sem "inovação" a cada dia), ou ainda mais uma bandinha colorida em busca do reconhecimento da mídia. Mas, não! Eles estão sendo fiéis às suas ideologias e influências musicais, por mais que o mercado e a mídia busquem sempre uma sonoridade cada vez mais esdrúxula. Por mais que eles corram o risco de serem chutados por todas as gravadoras com que se depararem ao longo do caminho, eles sabem que "inovar" não quer dizer exatamente "modernizar". Não é preciso tocar com sintetizadores, guitarras com distorções desnecessárias e um bumbo com pedal duplo a mil bpm (como, lamentavelmente fez o Guns n' Roses no seu recente Chinese Democracy - com exceção do último item, claro). Grupos como Vains of Jenna, O Teatro Mágico e The Black Crowes - este último, que me levou a escrever este post - vieram mostrar ao mundo que, em pleno século XXI é possível sim, fazer música que circula no mercado com êxito, sem deixar de ser artístico.

    Vains of Jenna, logo em primeira instância, surpreende pelas claras influências do bom e velho Hardrock a La Guns n' Roses (da época de ouro). Influências essas que se estendem à Mötley Crüe e até mesmo Nirvana. O visual da banda transparece o nostálgico "anos 80" - e, ao se ouvir o álbum Lit up/Let down, logo de cara uma pergunta nos assalta a mente: "Isso é Guns n' Roses ou o quê?!" Sem dúvida o instrumental extremamente "Slash" contribui par a formação dessa ideia, mas, o grande reforço mesmo, se deve ao vocal "Axl" de Lizzy DeVine. Lamentavelmente, o segundo álbum, ao meu ver (lembrando que corro o risco, confesso, de me ater ao meu conservadorismo musical) não obteve o mesmo êxito do primeiro, em termos "de volta ao passado". The Art of telling lies, ainda guarda muito do seu antecessor. Porém, peca ao restringir a sonoridade do mesmo à algumas faixas, apenas. O som se modernizou mais e resvalou para um subgênero do hardrock que, ainda hoje cogito se de fato existe ou foi algo aplicado por qualquer um e adotado por todos: Melodic Hardrock. Apesar dos pesares, no geral, Vains of Jenna, é sem dúvida uma daquelas bandas que surgiram em "dias desleais" (ela é de 2005, tendo lançado seu primeiro álbum em 2006, somente), mas provaram que ainda há gente que sabe que há gente presa ao passado - e presenteiam esses ávidos fãs.


     The Black Crowes teve a chance de soar aos meus ouvidos recentemente, enquanto eu visitava o blog Warriors of  the Metal. Ao me deparar com a descrição de que, os caras seriam o "Led Zeppelin dos anos 90" tamanha foi a minha surpresa! Bem sabia que, o escriba do blog não tem o péssimo costume de ser sensacionalista - tanto é que, quando se faz necessário, ele "mete o pau" nas bandas que não lhe são do agrado. Nunca tinha ouvido falar na banda, isso é verdade. Mas, se alguém tem a moral e, além disso, a capacidade de se comparar aos deuses do heavy metal, então... download neles!
    The Black Crowes é mais uma banda que, realmente mostra a força do passado e da nostalgia. Seu som passeia muito entre o Blues, Hardrock, Southern e um metalzinho progressivo. Confesso que o conjunto da obra lembra mais Guns n' Roses (ao menos para mim) do que o Zep. Mas, nada que desmereça todo o louvor ao grupo. Em algumas faixas, o vocalista Chris Robinson  nos remete às cordas vocálicas do nosso saudoso Robert Plant. Há quem prefira a associação com Rod Stewart. Contudo, o verdadeiro valor da banda é o fato de ela ser de 1990 (ao menos em termos de lançamento do primeiro disco) e ainda assim resgatar o som do tempo dos vinis. Por isso, isoladamente, o grupo - a exemplo de tantos outros que, por algum acaso não me chegam ao conhecimento - merece os parabéns e mais além de todo apreciador da boa música.
   Vida longa ao Rock 'n Roll!